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  PALAVRA DA PARTEIRA
Ana Cristina Duarte
 

QUERIDA JULIANA PAES

Soube recentemente que você estava grávida novamente e que gostaria de ter um parto normal. Eu fiquei muito feliz, pois eu mesma tive um parto normal após cesariana (PNAC). A sigla internacional é VBAC, e em geral você vai achar relatos no Brasil também com essa sigla VBAC. Leia relatos, eles são ótimos!

Eu moro em São Paulo, sou um tipo de parteira contemporânea, modernosa. Trabalho com mães como você, empreendedoras, profissionais liberais no auge de suas carreiras e posso te garantir: você tem tudo para um VBAC. Tudo menos uma coisa: equipe.

Deixa eu te explicar a parte mais chocante da história: sua médica não vai deixar você ter um parto normal. Eu sei que ela é muito legal e que ela fala que é possível e que vamos fazer tudo para conseguir, mas você precisa entender o que ela tem para oferecer, para perceber que de fato, não tem como ela esperar seu corpo funcionar. Então vamos aos fatos, ok?

1) Você é pessoa de visibilidade (por motivos óbvios, hahaha). Essas gestações são chamadas de "hiper valorizadas", ou seja, seu bebê também tem visibilidade. Vamos supor que você tenha algum problema de parto, sei lá, o bebê precisar ficar 6 horas no oxigênio. Pronto, a sua médica vai para a mídia como aquela que "forçou o parto normal". Por outro lado, se ela fizer uma cesárea e seu bebê ficar muito muito mal, como ficaram por exemplo os da Luiza Brunet e da Angelica (para citar alguns), a culpa vai ser do bebê, sua, da conjunção astral, nunca será dela.

2) Sua médica não é propriamente uma parteira, embora seja uma excelente doutora cirurgiã. Médicos que sabem acompanhar um parto normal por 8, 10, 20 horas, o quanto durar, são poucos. Em São Paulo temos uns 7 ou 8. No Rio eu só conheço três. Se você quer um VBAC, você precisa de um médico que tenha 80% de partos normais. Não adianta a médica ter 70% de cesarianas na estatística e dizer que com você vai ser diferente, porque não vai ser. Ela nem sabe mais o que fazer com bebê grande, bebê à direita, bebê defletido, parto posterior, fase latente prolongada, etc.. Essas coisas, ou você pratica no dia a dia, ou esquece!

3) O modelo de parto natural com médico obstetra cirurgião não funciona. Médicos acham que mulheres têm problema de falta de dilatação, que bolsa rompita é um problema, que cordões enrolados são perigosos, que mulheres que se exercitam não dilatam, e toda a sorte de abobrinhas. Eles aprendem assim e acreditam piamente, mesmo que nada disso esteja escrito nos compêndios de obstetrícia desde a idade média até hoje. Medicina é crença, é fé, é um conjunto de lendas hospitalares. Se medicina fosse ciência exata, as taxas de cesariana no Brasil seriam compatíveis com as ideais (15%).

4) Um médico que faz parto normal mesmo (acima de 80%) tem que enfrentar o CREMERJ, a diretoria das maternidades, a fúria dos planos de saúde, a tensão de uma sociedade que acha tudo isso uma bobagem, porque não operar e pronto? Por isso que você só tem 3 desses no Rio de Janeiro. Três médicos com taxas de cesariana menor do que 20%. Sim, é isso mesmo. Quer o nome deles? Te passo inbox. É só me mandar uma mensagem inbox (ou uma amiga desconhecida, hehehehe), que eu passo os contatos.

Juliana, sua linda.. Quer um parto? Eu prometo fortes e deliciosas emoções. Mas se quer mesmo um parto, fuja de quem não vai te permitir parir. E se não permitiu uma vez, não vai permitir novamente, eu te garanto.

Olha, tem uma mulherada torcendo por você, viu? Elas inclusive vão curtir esse post, que ficará público para seu deleite :-))

Mulherada que torce pela Juliana Paes, curte a nota!!! #julianapaesvocepode

Um abraço,
Ana Cris,
parteira urbana
São Paulo, SP

ATENÇÃO: Esse texto não pode ser reproduzido na íntegra sem autorização. Para divulgá-lo em seu blog, copie os 3 ou 4 primeiros parágrafos e coloque logo abaixo:

"Para ler o texto completo, clique no link:
______coloque aqui o link original_____ "


Ana Cristina Duarte é obstetriz, coordenadora do GAMA e escreve por amor e diversão sobre as questões do nascimento. Atende partos humanizados hospitalares e domiciliares com algumas equipes de São Paulo e Campinas, e é co-autora do livro Parto Normal ou Cesárea? O que toda mulher deve saber (e homem também) - Editora Unesp
 
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