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NASCIMENTO DO ARTUR, por Virginia
Na ocasião da gravidez da Natália (nossa primeira
filha), meu desejo sempre foi o parto domiciliar, mas que acabou
não ocorrendo, pois o pai não sentia firmeza nessa
opção e resolvemos ter um parto hospitalar mesmo.
Como correu tudo maravilhosamente bem nesse parto, o Edson concordou
que no próximo bebe poderíamos fazer o parto em casa....
e assim foi! J
Mesmo morando em Brasília, logo decidi que realizaria o
parto com o Dr. JK (de São Paulo), na casa da minha
mãe, que mora em Campinas (interior de SP), fiz o pré-natal
mensal com uma médica em Brasília e visitei o Dr.
J. todas as vezes que estive na casa da minha mãe. No
entanto, em virtude de uma trasnferência de trabalho do Edson,
mudamos pra São Paulo no oitavo mês de gravidez, logo
qualquer impecílio de ter o parto acompanhado do Dr. J.
acabou. Teríamos nosso bebe na nossa casa mesmo!!!
Esse parto foi muito diferente do primeiro, e começou com
pródomos uma semana antes do "dia P"... passei
3 madrugadas com contrações frequentes, mas sem ritmo
e que paravam pela manhã.
No dia 21 de março decidi que iria tentar dar uma ajudinha
pro TP... hehehe... então almocei um chilli bem apimentado
e a noite consegui convencer o Edson a namorarmos um pouco, ele
tinha o tal receio de machucar o bebe, mas cedeu!!!
Quando fui me deitar estava com algumas contrações
fracas, mas não liguei muito por causa das noites anteriores
e dormi... No entanto, quando a Natália acordou as 0:30h
(do dia 22/03) as contrações estavam bem mais fortes
e frequentes... dei o leite a ela, ninei um pouco e ela dormiu novamente.
Saí do quarto dela direto pro chuveiro... as contrações
já estavam incomodando bastante, e eu precisava ficar de
cócoras... tentei cronometrar os intervalos e durações,
mas não consegui... as contrações só
ficaram mais fortes e frequentes.
Saí do banho e comecei a contar as contrações,
chegando a 12 contrações em 30 min, e o Dr. J.
havia dito para chamá-lo com 12 contrações
em 1 hora. Então resolvi chamar todo mundo... Dr. J.,
minha mãe e minha mãe (que ainda tinha que vir de Campinas)...
isso eram 2:30 da manhã.
Fui colocar a casa em ordem... hehehe... arrumar a lavanderia para
prender o cachorro, botar em ordem uma bagunça da Natália
na sala, colocar tesoura na solução de iodo, separar
algumas das coisas pro parto... tudo isso me acocorando nas contrações
a cada 2 ou 3 minutos.
Minha doula chegou, ficamos na sala conversando... eu continuava a
acocorar a cada contração e ela cronometrava o intervalo
e duração... 5 contrações a cada 10
min, que duravam de 40/50 segundos. Ela desconfiou de falso trabalho
de parto...
Dr. J. chegou, acompanhado da Dra. M. e Dra. A....
continuamos ali na sala... ouvimos os batimentos do Artur e estava
tudo ok! Confirmamos alguns itens do plano de parto, e nesse ponto
as contrações estavam bem incomodas e eu já
tinha cansado de ficar de cócoras. Além disso, comecei
a sentir umas vertigens e acabei ficando ajoelhada no chão,
jogando o corpo pra trás quando vinham as contrações.
A madrugada esta fria... mas eu sentia muito calor... então
todas as janelas da sala estavam aberta... eu só via todo
mundo morrendo de frio... mas fazer o que, ne? Naquela hora quem
"mandava" era eu!!! hehehe
Recomendaram que eu comesse alguma coisa salgada, comi algumas
azeitonas... mas eu só queria ir pro chuveiro... melhorei
um pouco das vertigens então decidi tomar o banho.
Mas antes, resolvemos fazer um exame de toque (o único,
graças a Deus)... no qual constatou-se a dilatação
total... Dr. J. achou que ele nasceria bem rápido e achamos
melhor não entrar no chuveiro, pois o box é pequeno
e não daria pro Artur nascer lá dentro.
Então sentei na baqueta de parto de cócoras, com
a doula me amparando e comecei a fazer força bem de leve
durante as contrações, pois tinha como grande objetivo
nesse parto, evitar a laceração perineal.
O tampão só saiu nessa hora, apesar de eu ter achado
que ele tinha saído alguns dias antes....
Nesses minutos, assim como no parto da Natália, eu ouvia
o que as pessoas falavam, queria até fazer comentários,
mas não conseguia! Eu estava na "partolândia"...
hehehe
Minha mãe finalmente chegou de Campinas J e a doula ofereceu
o lugar dela, então minha mãe rapidinho veio sentar
atrás de mim, pra me amparar... então a doula foi
ser a cinegrafista, enquanto o Edson fotografava...
Tive sede e como é bom estar em casa... rapidamente me deram
um bom copo de água gelada... era tudo o que eu precisava.
Com um espelho que colocaram na minha frente, pude ver a cabecinha
aparecendo, ainda envolvida na bolsa... aliás nas fotos,
dá pra ver direitinho o "azulzinho" da bolsa...
muito legal!!! J Eu queria que ele nascesse "emcapsulado",
mas não... alguns minutos antes de ele coroar a bolsa estourou,
fazendo um ploc engraçado.
Impressionante como as crianças sentem as coisas... no momento
que o Artur coroou, a Natália (que dormia todo o tempo no
quarto dela) acordou!!! Putz... me chamando... ainda bem que já
estava no final e eu consegui me manter concentrada no nascimento
do Artur, enquanto o Edson foi atender a Nat... Ele correu e passou
a Natália pro meu irmão que aguardava na sala e voltou
correndo...
Nesse instante, as 5 da manhã do dia 22 de março
de 2005... o Artur nasceu... de quina pra Lua, ou seja olhando pro
céu!! J
O Dr. J. o pegou e rapidamente passou pras minhas mãos
e eu o coloquei sobre meu peito... ele foi coberto com algumas fraldas
de pano e ficou encostadinho em mim!!!
Em questão de segundos após o nascimento do Artur,
a placenta já saiu... realmente super rápido.... no
entanto eu tive um sangramento excessivo e a equipe achou melhor
ministrar uma injeção de ocitocina, para evitar uma
hemorragia maior!
O cordão foi cortado pelo pai, somente após parar
de pulsar, mesmo com a nossa incompatibilidade de Rh, que preconizaria
o corte precoce do cordão!!!
A Natália veio conhecer o irmão assim que ele nasceu...
ADOROU... ficou chamando de "Tutu", que é apelido
que ela deu à ele, logo que descobrimos o sexo do bebe...
foi lindo ver o encontro dos dois... assim como é lindo ver
o carinho com que ela trata o irmão!!!! J
O Artur nasceu com apgar 9/10, pesando 2950g... não recebeu
colírio nem vitamina K... mamou direitinho desde a primeira
vez que foi colocado no peito!
E eu consegui mais uma vitória... a de parir meu filho em
casa e sem laceração... para então iniciar
uma nova vida, cuidando e amamentando dois bebes!!!
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